PISCINAS MONDEGO

Localização   Coimbra

Fase               Concurso 

Ano                2011

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Memória Descritiva

Aspetos fundamentais e relevantes ao local:

Terreno formado por uma tipologia plana com existência de vegetação rasteira e com árvores de grande porte e de um antigo laranjal.
Existência de percursos antigos de passagem para manutenção do laranjal e possível rega do mesmo. Proximidade com o rio e com o parque verde. Terreno situado a uma cota mais baixa que a malha urbana da cidade. Terreno que faz o limite da cidade e do rio.

Terreno separado do parque verde por uma linha de agua proveniente da arregaça, e que faz a junção do vale a norte e a nascente.

Ideia/Conceito geral da intervenção:

A ideia foi criar desde inicio uma relação com a água, mantendo a maior parte da mancha verde existente, dai eu ter escolhido o local de implantação paralelo e de frente para o rio e perpendicular a rampa existente que dá acesso ao terreno, dando continuidade apenas aos percursos que fazem o atravessamento do parque verde para o terreno.

O edifício foi implantado numa zona com pouca mancha verde, mas ao mesmo tempo estabelecendo uma relação com a mancha existente.
A ideia foi criar um edifício que se pareça leve e ao mesmo tempo apareça parcialmente no terreno, procurando ter algum destaque, dai eu ter escolhido um material leve para o revestimento para sobressair esse destaque e algum movimento devido a incidência da luz na agua.

Implantação:

A minha implantação foi a de promover a relação directa com o rio e com a vegetação, o edifício surge perpendicular á rampa que dá acesso á Av. Urbano Duarte, para tal requalifica-se o acesso e aproveitando alguns percursos existentes que consolidam a implantação e que e levam para dentro do edifício através de uma pequena praça que surge a entrada de frente para o rio, que agarra o acesso viário. Faz-se o fecho entre o Parque Verde, e o lote mais a Sul, com a implantação das piscinas.

Volumetria:

Esta é composta por dois corpos separados por um pátio. Um corpo maior que alberga o

programa molhado e um corpo mais pequeno que alberga o programa seco, com altimetrias diferentes, e com volumetrias bastantes díspares, para que se dilua na horizontalidade do rio.

Escala do edifício:

O edifício procura relacionar-se com a sua envolvente procurando rentabilizar o espaço interior, rentabilizando as áreas e otimizando os espaços
Optou-se por promover um edifício que não assumindo demasiada importância na paisagem se solte do terreno, para tal propôs-se uma volumetria contida, e na qual se consegue diferenciar o programa “seco” do “molhado” sem sequer ser necessário entrar no edifício para o sentirmos, através da elevação da cota de entrada e diferentes alturas.

Organização programática, circulações e sua relação com o conceito geral do edifício:

Esta parte foi pensada de modo a que sejam subsequentes da necessidade programática, e de modo a que sejam distintos os percursos “secos” e os “molhados”, sem que haja cruzamento entre utilizadores comuns, atletas, monitores e árbitros entre as suas diferentes cotas.

Conceito Espacial

O conceito espacial parte do conceito estrutural, de pés direitos livres generosos, de relações de contenção e de desafogo e de relações visuais entre espaços distintos, mas sem que haja acesso direto.

Sistema Construtivo:

O conceito estrutural assenta na premissa de que para vencer vãos muito grandes, então para tal optou-se por uma construção mista em betão e em estrutura metálica com perfis HEB e IPE, que marcam o ritmo das fachadas.
A estrutura é fechada em policarbonato alveolar, de modo a dar leveza ao edifício.

Linguagem

A nível da linguagem, é intenção que seja a estrutura a definir os espaços, no volume construido em betão armado, e um volume assumindo leveza no volume maior, acabando por ser a estrutura a linguagem.